
o que há em mim são portos.
entradas e saídas. horas, minutos, passos mudos. começos, meios e fins guardados em partições do tempo.
icebergs. navios. vêm e vão. cada um e seu imperioso destino. sorriem ao chegar. depois como em um gozo, descarregam com pressa o que não precisam mais. eu, como uma esponja, acabo ficando com tudo.
partem tão rápido quanto chegam. alguns ainda, como um hábito, acenam, coçam a testa, tiram o chapéu. outros agem como nunca tivessem estado sobre mim.
o que fica é a imagem deles partindo. das mãos pesadas nos cascos agora leves. da facilidade com que viram as costas. da rapidez com que nos tornamos só mais um porto.
entradas e saídas. horas, minutos, passos mudos. começos, meios e fins guardados em partições do tempo.
icebergs. navios. vêm e vão. cada um e seu imperioso destino. sorriem ao chegar. depois como em um gozo, descarregam com pressa o que não precisam mais. eu, como uma esponja, acabo ficando com tudo.
partem tão rápido quanto chegam. alguns ainda, como um hábito, acenam, coçam a testa, tiram o chapéu. outros agem como nunca tivessem estado sobre mim.
o que fica é a imagem deles partindo. das mãos pesadas nos cascos agora leves. da facilidade com que viram as costas. da rapidez com que nos tornamos só mais um porto.
3 comentários:
um momento bem solitário, foi o que me fez sentir este post. Melancolicamente bonito...
outro dia estive a ler teu primeiro blogue. Caramba, quanta diferença, rs.
Abraço
Eu sempre achei que estou sempre indo e vindo, e ao mesmo tempo parada. E o porto sou eu, onde passam todas as pessoas, sentimentos.
olá Tônio
olha só, foi a primeira vez q fui na virada da CCMQ... creio q não fiquei o tempo suficiente pra classificar de elitista tal evento... não tava tão vazio...
Tu já frequentou o bar João e/ou o Bambus?
abraço...
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