28.6.10

na tua parada ou na minha?

Pude imaginar sentir o cheiro da tua jaqueta de couro, pude imaginar as formas do teu corpo e a cueca branca (puída) que talvez seja a que mais gostas. Fiquei pensando até onde iria à tatuagem que começava em teu punho e se perdia dentro da manga, o quão espesso e quanto incomodaria, ou não, teu cavanhaque no meu pescoço. Fiquei pensando, enquanto o ônibus andava e o tempo perdia a importância, o que diria se eu perguntasse: na tua parada ou na minha?

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Eu olho pra você e quero te dar tudo o que você já quis na vida. Você é o maior excesso que meu coração doente pode agüentar.

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Vai lá,
aprende a mentir,
mente pra quem te mira no espelho,
vai ignorando a tua dor,
se puder sem medo.

2 comentários:

Rafael disse...

Muito bom mesmo, tu escreves muito bem, tanto em prosa como em poesia. Leitura muito prazerosa esta aqui.

Abraços.

Suzi disse...

Na parada que tu quiser, meu Nêgo!
Vc escreve demais e eu adoro te ler.
beijos!