quero iniciar confessando que o meu maior defeito é desistir. mesmo onde outras pessoas não desistiriam eu desisto.
também confesso que ando nauseado da vida que nem estomazil, dose cavalar, resolve.
quero confessar também que meu ceratocone continua evoluindo e ficar cego, cada vez mais, me assusta.
outra coisa, nenhum dos “coloridos” me representa, agrada. também não estou dizendo que eu seja um exemplo, muito pelo contrário, não nasci pra ser exemplo de ninguém, já tenho peso suficiente nas costas para carregar.
quero dizer também que, concordando com Nei Lisboa, a música gaúcha e a figura caricata do gaúcho não representam verdadeiramente o nosso povo. e isso parece que nunca teve muita importância para eles, os proprietários, os senhores feudais, da “tradição” gaudéria. por que será né? obviedades...
“é uma coisa engraçada voltar a casa. parece a mesma, cheira o mesmo, sente-se a mesma. então percebe-se que o que (sempre) muda foste tu”. confesso que já tinha percebido isso Benjamin Button e, mais uma vez, me atingiu agora no retorno das férias.
“só está vivo quem está cheio de contradições” e eu confesso, sempre estive cheio delas.
quanto aos meus textos quero dizer que tento, tento mesmo, escrever textos alegres ou, ao menos, contentes, mas que as palavras não saem e, talvez, esta seja mais uma das coisas que desisti.
por fim, confesso que não escrevo em busca de pena, tapinhas nas costas, ou o que seja. escrevo, sobretudo para que as coisas fiquem mais óbvias do que já o são.
bença?
“e se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada
a me respeitar”.
Clarice
4 comentários:
Olá, Tônio. Há tempos não "entro num lugar" e sinto vontade de ficar e descobrir o porquê aquele espaço chamou-me tanto a atenção...
Parabéns pelo blogue, pelos textos que li.
Um abraço.
Opa, eu novamente, rs.
Não sei se deveria, mas vou contar como consigo o tal fôlego: uma dose extraordinária de paradoxos, zilhares de questões mal-resolvidas e pequenas, mas constantes, gotas de insanidades com delírios na mesma fórmula, inoculadas diariamente.
Vc me fez rir muito, pra caramba, ao declarar que "quer ser como eu quando crescer" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk -- fiquei bastante lisonjeado, confesso (bem baixinho pra ninguém escutar, rs).
O exemplar do livro pode ser em PDF? Envie-me um email para dekovampirim@gmail.com com a resposta e, caso afirmativa, respondo com o arquivo anexo.
Abraço.
A tristeza pra ser riscada da vida, tem que ser curtida e bem sentida, só assim nos reerguemos! Viva esse seu momento, mas volta logo pro ritmo certo da sua história.
Que seu domingo seja de luz, querido Tônio.
Rebeca
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Meu querido amigo! Quanto tempo que não passo por aqui, e que saudade.
Acho que entendo bem o que diz no texto, também gostaria de confessar muitas coisas, mas isso eu deixo para outra hora.
saudades
bjo!
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